sábado, 10 de abril de 2010

Como escrever na Web


O jornalismo na Internet parece ser o caminho inexorável no mundo moderno da informação. Sites, blogs e outros instrumentos informativos já existem aos milhões e a cada dia novas centenas deles são criados ao redor do planeta. Mas todos, ou a grande maioria, padece de um pecado original: de alguma forma estão ainda atrelados aos métodos da narrativa do meio impresso. São coisas quase antagônicas, mas que convivem e se misturam pela falta de novos instrumentos que mostrem com clareza que narrar na Internet é muito diferente do que contar alguma coisa no jornal na sua expressão mais tradicional.

Vem do meio acadêmico, precisamente da Universidade do Texas, em Austin, Estados Unidos, a primeira grande e importante contribuição para orientar os jornalistas e outros emissores de informação. Trata-se do livro “Como escrever para a Web” elaborado pelo colombiano Guillermo Franco com tradução para o português de Marcelo Soares. A versão integral pode ser baixada em PDF.

Guillermo é uma das maiores autoridades mundiais em jornalismo digital. A sua pesquisa é fundamental para quem já exerce a profissão e, sobretudo, para os estudantes de comunicação que, cada vez mais, encontrarão seus postos de trabalho no on line quando deixarem as universidades. Afinal, as cadeiras de uma redação à moda antigal são, dia a após dia, mais escassas.

O livro faz parte do trabalho permanente de pesquisa da Universidade do Texas e tem como um de seus maiores incentivadores o jornalista brasileiro mundialmente respeitado pelos seus trabalhos na área on line e por sua rica experiência no passado como jornalista da forma impressa.

Titular das Cátedras Knight de Jornalismo e UNESCO de Comunicação, Rosental tem sido incansável em palestras pelos quatro cantos do mundo onde tenta mostrar as novas tendências. No caso especial da America Latina, diz Rosental em artigo publicado no livro:

-Muitos dos websites na América Latina, grandes ou pequenos, associados a meios de comunicação ou independentes, seguem presos ao modo impresso, mesmo quando sequer nasceram nele. Talvez seja um bom começo para criar algo novo na Internet”.

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